jump to navigation

A televisão como campo de concentração Julho 1, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Ciência, Comportamento, Investigação.
1 comment so far

“La televisión fue creada con la intención de entretener a diversos públicos creándose así diferentes tipos de programación y a su vez llevando implícitos distintos valores, pero, ¿hasta que punto la programación de la televisión llego al extremo de influir en la vida de las personas y hasta en su propia dignidad?”

Octavio Ortiz discorre sobre a semelhança experiencial de Frankl num campo de concentração nazi e a televisão. Ler o pequeno ensaio aqui.

Restrição ao tabaco dá ganhos em saúde Julho 1, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Ciência, Comportamento, Saúde.
add a comment

A proibição do fumo em espaços públicos ou de trabalho está a traduzir-se no decréscimo da afluência de doentes a emergências hospitalares em países que adoptaram a medida, diz um relatório da Organização Mundial de Saúde.

A OMS apelou, ontem, a que todos os países levem à prática medidas proibitivas do fumo activo e passivo. Esse apelo fundamenta-se num relatório de peritos que afirmam haver provas irrefutáveis de ganhos em saúde nas sociedades em que tais medidas foram adoptadas há mais tempo. Tais ganhos expressam-se, por exemplo, pela diminuição de atendimentos de emergência hospitalar devido a problemas cardíacos. No apelo que lança à comunidade internacional, a OMS refere que a melhoria dos níveis de saúde é notória ao fim de algum tempo e que as restrições não prejudicaram actividades económicas como os restaurantes e os bares.

O Reino Unido, que entra agora no segundo ano de restrições ao tabagismo, já há alguns dados indicativos de que 400 mil pessoas deixaram de fumar. O estudo feito a um grupo de mil pacientes com problemas do foro respiratório mostrou terem sido reduzidos em 56% os ataques de falta de ar; 39% desses doentes garantiram que o facto de terem deixado de ser fumadores passivos os afastou das idas ao hospital. No País de Gales, onde as restrições começaram há mais de de dois anos, terão diminuído em 13% os casos de ataque cardíaco nos três meses de outono do ano passado.

Em Portugal, de acordo com o presidente da Confederação Portuguesa para a Prevenção do Tabagismo, não são ainda conhecidos dados, até porque se está apenas a seis meses do início das restrições. Luís Rebelo defende que devia haver grupos de pessoas a ser monitorizados e que representassem patologias como a cardíaca e a respiratória. Tais grupos seriam também comparados com outros, constituídos por pessoas saudáveis. O acompanhamento requeria a monitorização, como a feitura de análises ao sangue e a avaliação da capacidade respiratória.

Luís Rebelo garante que “mesmo sem estudo, não tem dúvidas como médico de família, de que a saúde dos portugueses está melhor” desde o começo de Janeiro. Em ex-fumadores, afirma, podem sempre verificar-se os ganhos a curto, médio e longo prazo. Adianta ainda ter conhecimento da experiência italiana que, já com mais algum tempo de proibição de fumo em espaços públicos fechados, foi notório o decréscimo dos enfartes. Para Luís Rebelo, a realidade portuguesa, que por enquanto não está retratada em números, seguirá um princípio já provado em estudos sociológicos: tal como fumar se aprende em grupo, também é em grupo que se deixa de fumar. “É contagioso”, assegura.

Fonte: Eduarda Ferreira em JN.

“Há crianças de 7 anos em coma alcoólico”, diz Ministra da Saúde Junho 26, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Comportamento, Saúde.
1 comment so far

“Não é raro” chegarem aos hospitais, nesta altura do ano, crianças com sete, oito ou nove anos em coma alcoólico, devido aos festejos de final do ano escolar. A afirmação é da ministra da Saúde, Ana Jorge, que falava, ontem, à margem do Fórum Nacional sobre o Álcool, que decorreu em Coimbra. O comentário da ministra tem por base “a sua experiência de 30 anos de pediatra hospitalar”, revela ao DN fonte do Ministério. A responsável pela pasta da Saúde fez também questão de recordar que o álcool causa “lesões cerebrais gravíssimas e irreversíveis” e pode estar na origem “do insucesso escolar e de perturbações do desenvolvimento da criança”, bem como no feto, nos casos de consumo pelas mulheres grávidas.

Ana Jorge foi chefe do serviço de Pediatria do Hospital Garcia de Orta, em Almada. Contactado pelo DN, o presidente do conselho de administração deste hospital, Álvaro Carvalho, confessa: “tenho algumas dúvidas que sejam assim tantos casos”. “Em rigor não tenho nenhuma informação concreta deste tipo de casos”, acrescenta o responsável.

Já o pediatra e director da unidade de Pediatria do Hospital Santa Maria, em Lisboa, Gomes Pedro, adianta ao DN que não tem conhecimento de crianças tão novas em coma alcoólico, atendidas no seu serviço. “O que há são miúdos mais velhos de 12,13 ou 14 anos que agora nas férias de Verão ficam até mais tarde com os amigos na praia e acabam por ficar alcoolizados”, explica. Acrescenta que “por vezes até têm que ficar dois dias internados, em observação”. As crianças acabam por recorrer ao álcool porque este “é um desinibidor”, justifica Gomes Pedro. Por isso, “quando, muitos deles, saem à noite, tentam antes alguma desinibição, que encontram nas bebidas alcoólicas”, esclarece.

Embora não tenha memória de crianças em coma alcoólico aos sete anos, Gomes Pedro alerta para a “antecipação progressiva do primeiro contacto com o álcool”. Algo que se tem vindo a registar em Portugal, por volta dos 12, 13, refere o pediatra.

Beber é ser português

Para a ministra da Saúde, citada pela Lusa, o consumo frequente e excessivo de bebidas alcoólicas traduz “uma realidade que está ligada ao ser português”. Um problema que não atinge só homens adultos, mas também mulheres e crianças, alertou Ana Jorge, durante o Fórum Nacional sobre o Álcool.

Na sua opinião, “o consumo de álcool é também extensivo às mulheres, mas de uma forma mais surda”. No tratamento dos doentes alcoólicos, o médico de família é fundamental na primeira abordagem, considerou a ministra. A ministra recordou também que o consumo excessivo de álcool “está na origem de muitos acidentes rodoviários e casos de violência interpessoal, como a violência doméstica”.

Fonte: DN.

Maconha na gravidez pode afectar desenvolvimento do cérebro do feto Junho 19, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Ciência, Investigação, Saúde.
add a comment

Fumar maconha durante a gravidez pode afetar o desenvolvimento do cérebro do bebê, afirma um estudo feito por pesquisadores escoceses.

O estudo da Universidade de Aberdeen, na Escócia, também afirma que alguns remédios vendidos em farmácias – como para tratamento de obesidade – também poderiam ter efeito no cérebro do feto.

O trabalho analisa a importância de moléculas produzidas naturalmente no cérebro e como algumas células nervosas se reconhecem e se conectam umas às outras.

As moléculas do cérebro endocanabinóides teriam uma função semelhante ao tetraidrocanabinol (THC) da maconha, afetando os mesmos receptores e sinalizando os mesmos sistemas no cérebro.

Qualquer agente que afete essas moléculas pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro, segundo o estudo.

“Nossas descobertas apontam que a integridade deste sistema de sinalização deveria ser mantido e não perturbado para que o cérebro se desenvolva normalmente”, diz o professor Tibor Harkany, que participou da pesquisa.

“Qualquer coisa que interrompa este processo, como fumar maconha ou usar algumas drogas que afetam o sistema de sinalização, poderia afetar a funcionalidade do cérebro.”

Pesquisas anteriores mostraram que filhos de mães que usaram maconha durante a gravidez tinham tendências maiores de desenvolver problemas com atividades físicas.

A pesquisa foi conduzida com ratos de laboratório e foi publicada na revista científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences.

Fonte: BBC Brasil.

Psicopatas tendem a usar colegas para subir na carreira profissional Junho 11, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Comportamento, Investigação.
add a comment

Um psicopata não criminoso tem, ao contrário dos que cometem acções punidas pela justiça, características que lhe permitem “uma rápida escalada de poder em algumas profissões”, disse ao DN Catarina Iria, membro do Centro de Psicopedagogia da Universidade de Coimbra. “Prejudica os outros e utiliza-os em seu benefício para subir na empresa, eliminar a concorrência ou manter–se no poder por formas moralmente censuráveis, ainda que nunca chegue a cometer actos ilícitos”, explicou esta especialista forense.

A cientista, que hoje lança o livro Psicopatas Criminosos e Não Criminosos: Uma Abordagem Neuropsicológica, em co-autoria com Fernando Barbosa, investigador do Laboratório de Psicofisiologia da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, considera, no entanto, que entre estes dois tipos de indivíduos há traços comuns de personalidade. Entre eles, a “deficiente capacidade empática, pobreza de afectos, egocentrismo, impulsividade e tendência para um comportamento anti-social”.

“A tendência para um comportamento anti-social pode ser distinto do comportamento criminal, uma vez que o primeiro abrange desde a simples mentira até crimes graves punidos pelo processo penal”, explicou Catarina Iria. A grande diferença, disse, ” consiste no facto de os psicopatas criminosos terem sido sinalizados”, ou seja, “descobertos pelo sistema judicial, e os psicopatas não criminosos nunca o terem sido”. Contudo, frisou, “também nós não podemos garantir se, neste último caso, os psicopatas não criminosos não cometeram crimes ou simplesmente nunca foram descobertos, por conseguirem ludibriar a polícia”.

“Felizmente, começam a surgir mais estudos sobre esta população de psicopatas ditos “bem sucedidos” e, no futuro, continuaremos a buscar um maior conhecimento acerca destas pessoas”, afirmou. Aliás, os autores deste livro esperam que ele “auxilie na desmitificação de algumas ideias acerca dos psicopatas, nomeadamente as que consideram que todos estes indivíduos são inevitavelmente criminosos, quando a maioria deles nunca chega a sê-lo, com ou sem disfunções neuropsicológicas”.

O livro que hoje será apresentado ma Universidade de Coimbra é dirigido sobretudo a profissionais forenses e, dado que nele se faz uma síntese dos critérios classificativos da psicopatia, assim como uma revisão do conhecimento científico sobre a psicobiologia desta perturbação, pode também ser utilizado como manual para estudantes da área criminal.

Fonte: DN.

Soldados americanos: viciados em antidepressivos Junho 10, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Comportamento, Saúde, Terapias.
add a comment

É uma arma cada vez mais utilizada pelos militares dos Estados Unidos. Milhares não conseguem combater sem ela. Os antidepressivos tornaram-se numa prática tão comum no Exército que muitos não conseguem abdicar deles quando regressam a casa.

De acordo com a revista ‘Time’, os antidepressivos são um fenómeno crescente e o Pentágono, discretamente, aprovou o seu uso. Pela primeira vez na História um número considerável de tropas americanas está a tomar doses diárias de antidepressivos e de comprimidos para dormir para resistir às prolongadas missões no Iraque e no Afeganistão.

O sargento Christopher LeJeune, de 34 anos, relata a experiência vivida em Bagdad, de onde regressou ao seu país em 2004. “Nunca sabemos onde estão os inimigos. Quando fazemos buscas na casa de alguém pensamos que são terroristas, mas ao entrarmos vemos sapatos minúsculos e brinquedos no chão. Coisas deste género começaram a afectar-me mais do que julgava”, recorda o militar, cujo desânimo era crescente. Foi-lhe diagnosticada depressão e o médico o enviou para a guerra armado com uma caixa de Zoloft e outra do ansiolítico Clonazepam.

“Não é fácil para um soldado admitir os seus problemas mas quando admite a única solução apresentada é o medicamento”, diz. “Sentia-me como se estivesse sempre drogado”, acrescenta. Até que um ano depois parou a medicação. “Comecei a tentar combater sozinho os meus demónios”, explica.

O número de militares dos Estados Unidos que sofre de doenças mentais é crescente e o stress manifesta-se em problemas como ansiedade, irritabilidade, dificuldade em dormir, apatia e pessimismo. Em casos extremos a situação evolui para crises de pânico, fúria, tremores e paralisia temporária.

No último Outono, cerca de vinte mil militares no Afeganistão e Iraque tomavam antidepressivos. O pior neste consumo indiscriminado são os efeitos secundários, como por exemplo o aumento do risco de suicídio no grupo etário dos 18-24 anos, o mais numeroso no Exército americano. Além disso, enfraquecem a memória e a capacidade de discernimento. Quando os militares regressam a casa os problemas acompanham-nos, contribuindo para a destruição de casamentos, para transtornos psiquiátricos e até, no extremo, para suicídios.

Baixas: Desde o início da guerra no Iraque (Março de 2003) morreram 4091 norte-americanos no Iraque e 513 no Afeganistão. O Reino Unido teve 176 baixas no Iraque e cem no Afeganistão.

5-6 horas por noite dormem os soldados norte-americanos no Iraque, aquém das 7-8 horas consideradas necessárias para se recuperar.

300 000 militares norte-americanos que serviram no Afeganistão e Iraque sofrem de depressão ou de stress pós-traumático.

Problemas mentais: Após três missões em combate cerca de 30% dos soldados norte-americanos sofre de sérios problemas mentais, segundo alertou num congresso em Março passado o coronel Charles Hoge, psiquiatra.

Fonte: Paulo Madeira com agências, no CM.

Carl Rogers e a Terapia Centrada no Cliente Junho 5, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Investigação, Personalidades, Terapias.
add a comment

Puedo pensar en al menos dos razones porqué Rogers no puso en
mayúsculas “la terapia centrada en el cliente”.

Durante toda su vida, Rogers evitó darle una “marca” a su enfoque. El
odiaba la palabra “Rogeriano”. Hasta mmuy tarde en su vida, el se
resistió a todos los intentos de formar institutos centrados en el
cliente o centrados en la persona, o programas de formación o
asociaciones. A él le preocupaba que esas organizaciones fijarían el
enfoque en el tiempo, en vez de evolucionar y crecer con la
experiencia y los nuevos descubrimientos de la investigación. Él
quería evitar las fallas del psicoanálisis con todas sus peleas y
cismas sobre la ortodoxia y la innovación. ÉL tendía a ver la terapia
centrada en el cliente no como un enfoque con un set particular de
técnicas, que lo pusiera al margen de otros enfoques, sino como
una “orientación” consistente en un set de actitudes y
predisposiciones (las condiciones básicas), una orientación que
personas de muchas escuelas de pensamiento pudiesen incorporar. Haber
puesto en mayúsculas la Terapia Centrada en el Cliente, la mayúscula
hubiese sido contraer un compromiso fundamental de su parte, -en vez
de evitar poner sus ideas en piedra-, desanimar a sus seguidores y
discípulos, en vez de hacer que el enfoque siga creciendo y
cambiando. Si esto fué o no una sabia estrategia puede ser debatido,
pero él fue bastante consistente en esto.

Segundo, no pienso que él sentía como si tuviese un derecho a
registrar la “marca” de la terapia centrada en el cliente. Tal como
él dijo en 1942, en Counseling and Psychotherapy, que el enfoque “no-
directivo” que estaba presentando era solo un ejemplo de las
orientaciones mas nuevas en psicoterapia, así mismo él habría
reconocido en 1951 que él y sus colegas de Chicago no tenían el
monopolio de la terapia centrada en el cliente; otros habían
contribuido al desarrollo del enfoque centrado en el cliente, y otros
que no se identificaban a sí mismo como centrados en el cliente per
se podían sin embargo estar centrados en el cliente a su manera.
Siendo una persona relativamente humilde (aunque ciertamente hubo
contradicciones en esto), él se hubiese sentido pretencioso de
comenzar la Terapia Centrada en el Cliente con mayúsculas.

Estoy ahora curioso por ver si mas tarde en su vida él habrá puesto
en mayúsculas “centrado en el cliente” o “centrado en la persona”. No
pienso que haya pasado, pero al final de su vida él se preocupaba
menos acerca de estos temas, y empezó a permitir proyectos CSP que
usaran su nombre y se volvió menos resistente a organizaciones
centradas en la persona; sería interesante ver si él usó mayúsculas
para el ECP en sus últimos escritos.

Howard Kirschenbaum
Professor Emeritus, Department of Counseling and Human Development
Warner Graduate School of Education and Human Development
03-Jun-2008

Modelo computacional consegue prever palavras Junho 4, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Ciência, Investigação.
add a comment

O estudo desenvolvido por um cientista computacional e por um neurocientista cognitivo da universidade norte-americana baseia-se na utilização de dados provenientes de imagens de ressonância magnética para o desenvolvimento de um modelo computacional, capaz de prever os padrões da actividade cerebral relacionados com algumas palavras.

Segundo o portal VNUNet o estudo iniciou-se com a criação de um modelo com padrões relativos a 60 palavras divididas por categorias como animais, edifícios, roupa ou veículos.

Além destes padrões foram analisados vários textos onde as 60 palavras apareciam relacionadas com 25 verbos associados a funções sensoriais e motoras.

Ao combinar esta análise com a informação captada através da monitorização da actividade cerebral os investigadores conseguiram prever os padrões de actividade do cérebro para uma enorme quantidade de novas palavras.

De acordo com os investigadores, nos casos em que os padrões de activação do cérebro eram conhecidos a eficácia da previsão feita pelo modelo computacional era «significativamente melhor do que se fosse uma hipótese».

Tom Mitchell, um dos autores do estudo, acredita que o projecto foi capaz de identificar «um número relativo de blocos básicos utilizados pelo cérebro para representar a compreensão».
«Combinados com métodos computacionais que capturam a compreensão de uma palavra através da forma como é utilizada num ficheiro de texto, estes blocos podem ser utilizados para prever padrões de activação neuronal para qualquer nome», conclui.

Fonte: SOL.

Traumas colectivos: entre a palavra e o silêncio Junho 3, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Comportamento, Investigação, Saúde.
add a comment

Um novo estudo realizado nos Estados Unidos sugere que não expressar os sentimentos sobre um trauma coletivo – como um ataque terrorista – pode aliviar os efeitos mentais e psicológicos relacionados com a experiência traumática.

Para alcançar os resultados, os pesquisadores da University de Buffalo, em Nova York, usaram uma pesquisa feita pela internet com 3 mil pessoas logo depois dos atentados de 11 de setembro nos EUA e dois anos após os ataques.

Os participantes eram pessoas que haviam sido expostas à tragédia, mas que não perderam parentes ou amigos no atentado. Eles foram divididos em dois grupos: aqueles que estavam preparados para falar sobre a experiência e expressar seus sentimentos sobre o trauma e aqueles que preferiram não falar a respeito.

Segundo Mark Seery, que liderou o estudo, os resultados indicam que, dois anos depois dos atentados, a condição psicológica e mental das pessoas que optaram por não expressar seus sentimentos era melhor.

A pesquisa será publicada na edição deste mês da revista científica Journal of Consulting and Clinical Psychology, e ainda não foram revelados detalhes do estudo como quais aspectos psicológicos foram analisados e como o estado mental dos voluntários foi avaliado.

Generalização

Seery ressalta que os resultados são contrários à noção popular de que é preciso falar sobre os traumas.

“Nós devemos dizer às pessoas que não há nada de errado em não querer expressar seus sentimentos depois de um trauma coletivo. Na verdade, elas conseguem suportar bem, e, de acordo com nossos resultados, se sentem ainda melhores do que aquelas que preferem expressar suas experiências”, disse o pesquisador.

De acordo com Seery, mesmo entre as pessoas que optaram falar sobre seus sentimentos, aquelas que haviam escrito relatos maiores, com mais informações sobre os sentimentos, também demonstraram estado psicológico pior do que aquelas que expressaram pouco na análise feita dois anos após os atentados.

No entanto, segundo o professor Stephen Joseph, especialista em traumas relacionados a desastres da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, é importante não generalizar o efeito em todos os pacientes.

Ele ressalta que estudos anteriores já demonstraram os benefícios que falar sobre as experiências pessoais com a ajuda de aconselhamento adequado podem trazer na recuperação após os traumas.

“As pessoas que quiseram expressar seus sentimentos logo após os atentados de 11 de setembro podem ser aquelas que mais foram afetadas pela tragédia. Por isso, não é de surpreender que elas ainda tenham sintomas dois anos depois dos atentados”, disse o especialista.

Fonte: BBC Brasil, via Pavablog.

Telemóvel: nova forma de adição Junho 2, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Comportamento, Investigação.
add a comment

Estar numa sala de aulas não é razão para a maioria dos jovens deixar de utilizar o telemóvel. Um estudo do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) conclui que seis em cada dez alunos mantém o telemóvelligadona escola. Até porque a maioria (57%) afirma que se sente “muito ansioso quando não pode ter” o aparelho e 74% diz que o telemóvel “só lhe é útil se estiver constantemente ligado”.

De acordo com os autores do “E-generation: os usos de media pelas crianças e jovens em Portugal”, são muito poucos os que não têm telemóvel (a maioria recebeu um aos 11 anos). E menos ainda os que imaginam as suas vidas sem este meio de fazer chamadas e trocar mensagens com os amigos. Em média, fazem 3,6 telefonemas por dia e enviam 26 mensagens, refere a investigação, baseada num inquérito a 1353 crianças e jovens até aos 18 anos. Mas há quem chegue às 80 chamadas diárias e às 99 SMS.

O uso de telefone é tão comum que 21% admite nunca desligar nem retirar o som do aparelho em velórios e funerais, em missas (23%) ou em consultas e tratamentos médicos (29%).

“Não é aceitável e evidencia quase o comportamento aditivo”, comenta Fernando Gomes da Confederação das Associações de Pais (Confap). Afirmando não “ficar surpreendido” com estes resultados, o representante dos pais sublinha a necessidade de uma educação para o uso destes aparelhos. “Muitas escolas têm nos seus regulamentos proibições de uso, mas que não são respeitadas pelos alunos”, lembra, acrescentando, no entanto, “que esta proibição deve ser respeitada por todos”, incluindo os professores.

Além das chamadas e mensagens, “mais de metade tem câmara digital incorporada”. Em média, as crianças e jovens tiram seis fotografias por semana. Destas, 1,3 são enviadas para outras pessoas, com os valores máximos a chegarem às 15 imagens trocadas.

Factura chega aos 200 euros por mês

Dezanove euros é o custo médio que os jovens dizem ter com o telemóvel por mês, mas os valores variam dos cinco aos 200 euros para os mais gastadores. É entre os 16 e os 18 anos que a factura é mais pesada, com a média a subir para perto de 30 euros. Os amigos são os principais destinatários das SMS (77%) e só 17,6% as envia habitualmente para a família. Uma grande percentagem (45%) admite que só algumas das comunicações que faz são efectivamente necessárias e apenas 14% refere que todas as mensagens e telefonemas realizados são mesmo precisos. Quase metade troca mensagens para namorar, 32% já aceitou um encontro amoroso por esta via e 21% usa-as para seduzir alguém. Mas 80% admite que com telemóvel é mais fácil ser controlado pelos pais.

O caso da Carolina Michaelis

Foi o caso que colocou o País a discutir a violência nas escolas. Na Carolina Michaelis, no Porto, uma aluna agrediu uma professora para recuperar um telemóvel enquanto os colegas assistiam e um deles filmava. O vídeo na internet foi visto e revisto, alimentou páginas de jornais, levou o Presidente da República a afirmar-se “chocado” e a chamar o procurador-geral da República a Belém. A primeira medida da escola foi confiscar todos os telemóveis, mas o caso ficou encerrado quando a aluna foi sancionada com a transferência para outra instituição, o mesmo acontecendo com o colega que filmou.

RADIOGRAFIA

84% Quase todos os alunos, dos 9 aos 18 anos, tem telemóvel.

11 anos é quando recebem, em média, o primeiro telemóvel.

4 chamadas são feitas por dia, em média.

26 mensagens são enviadas diariamente, mas há quem chegue às 99.

28,6% diz que a vida ficaria pior sem telemóvel.

Fonte: Correio da Manhã.

Deixar de fumar é ‘contagioso’ Maio 25, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Comportamento, Investigação, Saúde.
add a comment

Desistir de fumar é “contagioso”, ou seja, há mais probabilidade de as pessoas deixarem de fumar em grupos do que sozinhas - segundo um estudo publicado na revista científica New England Journal of Medicine.

Segundo a pesquisa, a decisão de uma pessoa de parar de fumar tende a influenciar amigos, família e colegas de trabalho, levando-os a abandonar o cigarro também. Quanto mais íntimo for o relacionamento, maior a infuência sobre a pessoa que está desistindo de fumar. Os pesquisadores descobriram, por exemplo, que se o marido ou esposa de um fumante deixa de fumar, há 67% menos chances de que essa pessoa continue a fumar.
Se o irmão ou irmã de um fumante deixa de fumar, há 25% menos chances de que ele persista no hábito. Entre amigos, as chances de que uma pessoa continue a fumar são 36% menores se um amigo próximo abandonar o cigarro.
Já no ambiente de trabalho, se um colega abandona o cigarro, há 34% menos chances de que um outro colega fumante persista no hábito.

O estudo, feito por especialistas da Harvard Medical School, em Boston, e da University of California, em San Diego, utilizou informações coletadas ao longo de 32 anos em um grupo de mais de 12 mil pessoas.
Os voluntários tinham entre 21 e 70 anos. Foram considerados fumantes aqueles que fumavam pelo menos um cigarro por dia.
Essas pessoas participaram de um projeto de pesquisa de longo prazo, o Framingham Heart Study, que teve início em 1948 em Framingham, Massachusetts. Os dados foram coletados entre 1971 e 2003.

Conclusões
Nos últimos 30 anos, o número de fumantes vem caindo substancialmente nos Estados Unidos.
“Nós examinamos até que ponto o hábito de fumar se alastra de uma pessoa para outra e até que ponto grupos de pessoas interligadas deixam de fumar juntas”, escreveram os autores do estudo, Nicholas Christakis e James Fowler .

O estudo faz revelações curiosas. Revelou, por exemplo, que amigos com um nível educacional mais alto influenciam mais uns aos outros do que aqueles com menos educação. E conclui que pessoas que pertencem a um grupo social grande tendem a parar de fumar ao mesmo tempo, mesmo que não se conheçam. “Se acontece uma mudança cultural em uma rede social, um grupo inteiro de pessoas que estão conectadas, mas que talvez não se conheçam, abandonam (o cigarro) juntas”, disse um dos autores do estudo, Nicholas Christakis, ao jornal britânico The Times.
Outra observação feita pelos especialistas é que, se no passado fumantes e não-fumantes se relacionavam livremente, hoje os dois grupos tendem a formar agrupamentos separados.
Os especialistas concluíram que os fumantes estão sendo empurrados para as margens da sociedade.

Comentando o estudo, o psicólogo Martin Hagger, da University of Nottingham, disse que o apoio do grupo social é um fator importante quando se trata de abandonar o cigarro. Para ele, iniciativas do governo como aumentar os impostos sobre o cigarro e proibir o fumo em lugares públicos são limitadas. “Se você está tentando desistir de fumar, não faça isso em segredo. Tente recrutar pessoas fo seu grupo social. Isso dá a você um sentimento de identidade grupal”, aconselhou Hagger. “E se a rede social for consistente em apoiar a sua tentativa de abandonar (o hábito) é muito mais provável que você não tenha uma recaída”.

Fonte: BBC Brasil.

Uso do telemóvel na gravidez causa hiperactividade Maio 23, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Comportamento, Investigação, Saúde.
add a comment


Mulheres grávidas que usem o telemóvel podem ter mais possibilidades de ter filhos com problemas de comportamento, como hiperactividade, de acordo com um estudo realizado pela Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles, e a de Aarhus, na Dinamarca.

De acordo com a investigação, filhos de mães que utilizavam o telemóvel, pelo menos duas ou três vezes diárias durante a gravidez, estavam 54% mais propensos a ter problemas comportamentais, quando chegavam à idade escolar, e os riscos parecem aumentar conforme o uso é mais frequente.

Quando as próprias crianças usavam o aparelho antes de completar os sete anos, tinham em média, 80% mais risco de ter problemas. Contudo, os autores da pesquisa afirmam que os resultados foram inesperados e devem ser interpretados «com cuidado», já que se trata do primeiro estudo do tipo e torna-se necessário pesquisar mais sobre o assunto.

Mães de 13.159 crianças foram recrutadas ainda durante a gravidez e, quando os seus filhos completaram sete anos, em 2005 e 2006, responderam a um questionário sobre a saúde e o comportamento das crianças, assim como sobre o uso do telemóvel durante e após a gravidez e pelos próprios filhos.

No entanto, é preciso aprofundar a investigação para estabelecer se a causa dos problemas comportamentais foi, de facto, o uso do telemóvel, já que, de acordo com os cientistas, estes podem não ser resultado da radiação emitida pelo aparelho, mas, sim, estarem associados à pouca atenção dada à criança pela mãe que usa o dispositivo com muita frequência.

Se isso ficar comprovado, dizem os especialistas, «o assunto será uma questão de preocupação em termos de saúde pública, devido à utilização generalizada da tecnologia». O estudo será publicado em Julho, na revista especializada Epidermiology.

Fonte: Diário Digital.

Obesos com mais probabilidades de sofrer problemas psiquiátricos Maio 22, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Ciência, Investigação, Saúde.
add a comment

Um estudo publicado no jornal “Psychosomatic Medicine”, envolvendo mais de 40 mil norte-americanos, revela que as probabilidades de um adulto sofrer de desordens psiquiátricas – depressão, ansiedade e outros problemas de saúde mentais – são maiores quando o indivíduo tem peso a mais, podendo mesmo duplicar.

Nancy M. Petry liderou a equipa de investigadores do University of Connecticut Health Center, em Farmington, que analisou um inquérito governamental a 41654 adultos que receberam assistência devido a problemas psiquiátricos recentes ou já antigos. Conclusão: os adultos obesos têm maiores probalidades sofrerem de depressões profundas ou moderadas, de desordens relacionadas com ansiedade, como pânico e fobias, de episódios de alienação, de abuso de álcool e de desordens na personalidade, como transtorno obsessivo-compulsivo e paranóia.

Os investigadores também concluíram que os adultos pré-obesos são mais propensos a sofrerem de problemas relacionados com a ansiedade do que as pessoas com peso normal. Contudo, segundo a Reuters, não ficou claro como é que o excesso de peso pode levar a problemas de saúde mentais. O uso de medicamentos psiquiátricos que causam aumento de peso não explica as conclusões.

Factores comportamentais, biológicos e genéticos podem interferir na relação entre peso e saúde mental, consideram as investigadoras. Para Nancy M. Petry, as ligações entre alguns problemas psiquiátricos e o excesso de peso podem apontar para “desregulações comportamentais”, nas quais as pessoas combatem o stress fazendo tudo em excesso, inclusive comer.

O consumo de alimentos também pode ser um “reforço condicionado” em pessoas que normalmente comem como resposta à ansiedade, ou seja, até os episódios menos significantes de stress possam levar à sobrealimentação.

Dados do estudo

Título: Overweight and Obesity Are Associated With Psychiatric Disorders: Results From the National Epidemiologic Survey on Alcohol and Related Conditions
Publicação: Psychosomatic Medicine, publicado on-line a 31 de Março de 2008, republicado em papel em Maio de 2008, volume 70, páginas 288 a 297
Autores: Nancy M. Petry, Danielle Barry, Robert H. Pietrzak e Julie A. Wagner

Fonte: Público.

Dez mil visitas Maio 21, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Efeméride.
add a comment

Hoje passámos as 10.000 visitas. Obrigado a todos.

Portugueses preferem sexo a futebol Maio 20, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Comportamento, Investigação.
add a comment

Quatro em cada cinco portugueses prefere praticar sexo a assistir a um jogo de futebol, o que torna os adeptos nacionais os mais activos da Europa, ao contrário dos «abstinentes» espanhóis, que não abdicam do desporto rei.

O estudo realizado pelo Social Issues Research Centre (Centro de Pesquisa de Assuntos Sociais) em 17 países europeus, contudo, não estabelece a relação entre a qualidade do futebol praticado nos estádios lusos e os escassos 17 por cento dos portugueses que trocam sexo por um jogo, enquanto a média se situa de 50 por cento.

No extremo oposto da estatística estão os adeptos espanhóis, os sexualmente menos activos da Europa sempre que a alternativa é assistir a um encontro de futebol, com 72 por cento a trocar uma noite de sexo pelos golos da sua equipa.

O sucesso de Cristiano Ronaldo e Luís Figo leva a que 53 por cento dos portugueses considere os jogadores de futebol os seus maiores ídolos, valor apenas superado pela Bélgica e a Suécia (ambas com 61), dois dos países com menos «estrelas».

O futebol «é uma religião» para 73 por cento dos portugueses, o valor mais elevado do estudo, muito acima dos «ateus» holandeses (27), mas para apenas 35 por cento é «a coisa mais importante da vida», categoria liderada pelos belgas, com 70 a viver para a modalidade.

Os portugueses são também os mais «chorões» do velho continente, com quatro em cada cinco adeptos a admitir que já chorou enquanto presenciava uma partida, em oposição aos contidos dinamarqueses (44 por cento).

Em contrapartida, os adeptos lusos são os menos interessados na actividade diária do seu clube, com apenas 62 por cento a acompanhar as notícias ao longo do dia, contra 91 por cento da média europeia e 98 dos recordistas dinamarqueses.

Os portugueses são também os que os que menos associam futebol a «paixão e dedicação» (77 por cento) e a «excitação e emoção» (62 por cento), tendo apenas 78 por cento admitido que gritou em público enquanto assistia a um jogo, enquanto a média continental ascende a 95.

Este distanciamento explica que apenas 43 por cento tenha «abraçado ou beijado estranhos durante um jogo», contra 93 dos «afectuosos» alemães, e que apenas 27 por cento «sonhe com futebol», bem longe dos «sonhadores» espanhóis (88 por cento).

Para seis em cada dez espectadores nacionais os dias de futebol representam uma boa oportunidade para reunir a família, a média mais elevada entre os 17 países envolvidos no estudo, que em Portugal contou com a participação do departamento de sociologia da Universidade do Porto.

Fonte: Diário Digital / Lusa.

Mania de juntar lixo em casa é sintoma de doença Maio 19, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Comportamento, Investigação, Saúde.
add a comment

O acumular de montanhas de lixo ou objectos inúteis em casa a pensar na sua eventual utilidade futura pode parecer muito estranho, mas é sintoma de uma doença que afecta principalmente idosos que vivem sozinhos e em situação de miséria.

Baptizada com o nome do filósofo grego do século IV a.C. Diógenes de Sinope, que vivia como um mendigo e dormia num barril, o Síndrome de Diógenes caracteriza-se pela acumulação de objectos sem valor, isolamento social, falta de pudor e de cuidados com a higiene pessoal e recusa em receber ajuda.

“Apesar da doença também poder afectar pessoas mais novas, a maior parte são idosos que vivem uma vida quase de eremita”, disse à agência Lusa o director do serviço de psiquiatria do Hospital do Espírito Santo, em Évora, José Palma Góis, que tem acompanhado alguns casos.

À memória vêm-lhe dois casos. Um de uma senhora septuagenária “muito excêntrica”, que vivia sozinha numa casa “cheia de lixo”, que recolhia dos contentores, e outro de uma mulher na casa dos 50 anos que começou a fazer colecção de objectos inúteis desde os 20 anos.

Palma Góis conta que a mulher mais nova fazia acumulação de lixo por “montinhos”, como de roupa e sapatos, de acordo com as suas próprias regras. Mas com o passar dos anos, a doença foi piorando e actualmente já não organizava o lixo e a casa transformou-se numa verdadeira lixeira. A vida desta mulher é partilhada com um companheiro, alcoólico, que “por contágio aceitou este tipo de vida”, sublinhou.

Queixas dos vizinhos

Ambos os casos chegaram ao hospital através dos serviços sociais, que foram alertados pela vizinhança devido ao mau cheiro que as casas tinham e do comportamento bizarro.

Palma Góis conta que a idosa, quando chegou aos cuidados médicos, ia desnutrida, com um aspecto pouco cuidado e uma atitude desconfiada e assustada, tendo acabado por ficar internada quatro semanas. Depois de a casa ter sido limpa, a idosa, que tinha uma “demência ligeira” e registou melhoras significativas com o tratamento, voltou para casa continuando a ter acompanhamento médico e o apoio dos serviços sociais para garantir o comprimento da terapêutica, alimentação e higiene.

Segundo Palma Góis, estas pessoas vivem numa situação de miséria material muito marcada e chegam a apresentar várias patologias, desde eczemas e infecções na pele causados por parasitas e sujidade, até anemias devido à negligência da alimentação e higiene.

As causas

Palma Góis explica que o Síndrome não nasce com a pessoa, mas pode haver traços de personalidade que predispõem para a doença, que pode surgir com a morte de um familiar, dificuldades económicas, conflitos ou reforma antecipada. Embora a maioria dos casos seja em idosos, há pessoas mais novas que podem desenvolver a doença, mas nestes casos está associada a outras patologias, como uma doença obsessiva compulsiva ou esquizofrenia. Sobre a prevalência da doença em Portugal, o psiquiatra diz que não existem números, mas estima que sejam idênticos aos de Espanha: 1,7 em cada mil internamentos em pessoas com mais de 65 anos.

Fonte: Helena Neves no DN.

Mulheres lideram as tentativas de suicídio em Portugal Maio 17, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Comportamento, Investigação, Saúde.
add a comment

As mulheres lideram as tentativas de suicídio em Portugal mas são os homens que registam taxas mais elevadas de suicídios concretizados, por utilizarem métodos mais eficazes, como enforcamento, medicamentos e nas áreas rurais pesticidas e armas de fogo.

O retrato foi traçado pelo coordenador nacional para a Saúde Mental, Caldas de Almeida, na sequência de um estudo do Alto Comissariado da Saúde (ACS), que lança alguns dados sobre o suicídio no Continente.

Com base em dados do último Inquérito Nacional de Saúde (2005-2006), do Infarmed e do Instituto Nacional de Estatística, o Gabinete de Informação e Prospectiva do ACS indica que os homens registam as mais elevadas taxas de suicídio, especialmente os indivíduos com mais de 65 anos e viúvos. Seguem-se os divorciados ou separados.

Estes registos mostram a «influência significativa de perda de uma pessoa, em especial de um cônjuge», segundo Caldas de Almeida.
O padrão do estado civil é semelhante para ambos os géneros.

As taxas são mais elevadas entre os trabalhadores não qualificados, seguindo-se os trabalhadores de profissões manuais e os ligados à agricultura e pescas.

Na população com 65 anos ou mais, a taxa de suicídio é mais elevada no Alentejo e abaixo dessa idade os números mais expressivos registam-se no Algarve.

O suicídio tem aumentado no Algarve, facto que foi determinado pela população feminina, ao contrário do que acontece nas restantes regiões do país.

A maior expressão no sul tem, porém, diferentes explicações conforme as regiões: no Alentejo deve-se ao isolamento e há existência de muitos homens idosos que acusam o peso dessa situação.

No Algarve, a explicação passa pela população flutuante que atrai, nomeadamente para a área do Turismo e que inclui muitos migrantes e imigrantes que viajam sozinhos.

Entre 2003 e 2005, o suicídio era a oitava causa de morte em Portugal. No período 1999-2001 a média anual de óbitos por suicídio aumentou nos dois géneros e a média de idade passou dos 45,4 para 46,5 anos. Nos homens foi de 47,7 e para as mulheres de 49,1.

Nas faixas etárias mais baixas, depois dos acidentes viários e SIDA, o suicídio continua a ser uma das causas de morte.

Entre 1991-2005, a década de 90 registou um decréscimo, atingindo o valor mais baixo em 2000 (5,1 por 100 mil habitantes) e em 2002 a taxa mais elevada (11,6 por cem mil habitantes).
O pico para a população feminina aconteceu em 2004.

Em declarações à Agência Lusa, Caldas de Almeida declarou que as subidas no número de suicídios em Portugal contrariam a tendência constante ou de diminuição registada no resto do mundo, exceptuando o subgrupo dos jovens masculinos adultos.

O aumento em Portugal não corresponde a um aumento efectivo da taxa de mortalidade por suicídio, mas na melhoria das taxas de registo por esta causa de morte.

«É paralela a taxa de aumento dos suicidários com a diminuição do registo de morte por causa indeterminada. Muitos dos suicídios não se registavam dessa forma por motivos culturais e religiosos», disse.

Sobre o suicídio nos jovens adultos, o especialista adianta que é notada essa tendência, mas ainda não há certezas nos motivos, embora se apontem maiores vulnerabilidades na passagem da adolescência para a vida adulta nos rapazes.

Fonte: Diário Digital / Lusa.

Brincadeira influencia aprendizagem de crianças autistas Maio 16, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Investigação, Saúde, Terapias.
2 comments


A especialista Bryna Siegel destacou hoje, no Porto, a importância da brincadeira para a aprendizagem das crianças autistas, que aprendem «com maior facilidade, se estiverem em contacto com objectos que gostam».

Bryna Siegel, autora do livro «O mundo da criança com autismo - Compreender e tratar perturbações do espectro do autismo», caracterizou o comportamento dos autistas e apresentou várias técnicas que os pais e educadores podem implementar durante a aprendizagem das crianças.

«Sem a brincadeira, não há bases para a aprendizagem. Embora as crianças autistas não brinquem com os brinquedos da mesma forma que as outras crianças, aprendem com maior facilidade, se estiverem em contacto com objectos que gostam», afirmou Bryna Siegel, especialista em autismo, da Universidade da Califórnia.

Bryna Siegel relatou uma situação em que uma criança normal brinca com um camião, enquanto uma criança autista «coloca todos os camiões numa fileira simétrica e analisa cada detalhe do brinquedo».

De acordo com Siegel, através da repetição das palavras e da pronúncia feita num tom de voz mais elevado, as crianças com deficiência social podem aprendem os nomes das cores, dos números, das partes do corpo, horas e datas.

«As crianças com autismo repetem tudo o que ouvem, mas não conseguem compreender o significado de cada palavra», explicou a investigadora.

Bryna Siegel disse ainda que os autistas compreendem «mais facilmente substantivos do que os verbos, porque fazem a relação com as coisas que vêem» e que os educadores devem utilizar fotografias para levá-los a pensar sobre o objecto.

«Muitos deles têm boa memória fotográfica e processual, sendo capazes de montar um quebra-cabeça com as imagens viradas para baixo», disse a especialista.

Siegel explicou que a criança autista tem a tendência a não estar consciente dos sentimentos das outras pessoas e apresentam problemas de comunicação.

«Embora as crianças não falem, podem fazer-se entender. Conseguem brincar e relacionar-se com crianças normais e com as que falam outras língua, através da linguagem não-verbal», afirmou a investigadora.

Bryna Siegel disse que «por não ter uma linguagem verbal, a criança autista apresenta uma dificuldade acentuada em iniciar uma conversa com outras crianças, mas consegue utilizar a linguagem quando precisa de alguma coisa, o que é conhecido como linguagem instrumental».

Referiu também que «a criança autista é capaz de compreender que um sorriso e um aceno de cabeça podem ter significados positivos, que remetem a uma acção correcta».

«Mas a criança que não compreende o gesto, não compreende o funcionamento da mente, por isso nem sempre pede ajuda porque não têm consciência de que os outros conseguem interpretar o mundo à sua volta», frisou Siegel.

Bryna Siegel é directora da Clínica para o Autismo e professora de psiquiatria na Universidade da Califórnia, em São Francisco.

Na sua obra, «O mundo da criança com autismo - Compreender e tratar perturbações do espectro do autismo», descreve o que designa por «comportamentalismo desenvolvimental», que está na base do tratamento de dificuldades específicas do autismo no campo da percepção, do processamento e da recuperação da informação.

O seu projecto mais recente, Jump Start, consiste num «modelo para ajudar crianças com autismo a aprenderem a aprender e ajudar os pais a integrarem serviços da escola e da casa».

Fonte: Diário Digital / Lusa.

Estudo: Jovens embebedam-se para melhorar vida sexual Maio 13, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Comportamento, Investigação, Saúde.
add a comment

Grande parte dos jovens adultos europeus consome drogas e álcool para melhorar a sua vida sexual, de acordo com um estudo divulgado pela Public Health do Reino Unido, que adianta que é sobre a influência destas substâncias que os inquiridos têm relações desprotegidas.
Um terço das mulheres, entre os 16 e os 35 anos, e 23% dos homens assumiram que bebem para terem mais hipóteses de ter sexo, tendo sido entrevistados jovens na Alemanha, Reino Unido, Áustria, República Checa, Grécia, Itália, Portugal, Espanha e Eslovénia.

O consumo de álcool e drogas está intimamente ligado às relações sexuais antes dos 16 anos em todos os países que participaram na pesquisa, especialmente no caso das mulheres. A cocaína foi apontada como «uma ajuda», dado que aumenta a duração do acto sexual e é normalmente associada à promiscuidade. A cannabis e o ecstasy também foram referidos.

Os jovens que admitiram ter bebido demasiado nas últimas quatro semanas são os que terão tido cinco ou mais parceiros, que terão tido relações sem o recurso ao preservativo e também os que mais se arrependem de ter tido sexo depois do uso do álcool ou drogas.
«Os jovens precisam de aprender com os adultos, que ajudam a criar uma cultura em que o sexo e o uso de substâncias são aprendidos na escola», defende o director-executivo da investigação, Simon Blake, acrescentando que «a educação sexual necessita incluir mais tópicos sobre a sua associação com o álcool, as drogas e as relações não protegidas».

Fonte: Diário Digital.

Saúde: mau cromossoma 22 é causa de distúrbios psiquiátricos Maio 12, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Ciência, Comportamento, Investigação, Saúde.
add a comment

A ausência ou mau funcionamento de uma região do cromossoma 22 pode ser a causa de distúrbios psiquiátricos, como a esquizofrenia, problemas cognitivos e de comportamento, segundo uma investigação da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
Publicado na revista britânica «Nature Genetics», o estudo indica que a ausência dos genes está relacionada com a ansiedade, depressão, hiperactividade, autismo e dificuldade de memória.
Os cientistas sustentam ainda que este distúrbio genético está na origem de um a dois por cento dos casos de esquizofrenia.
O estudo mostra também que cerca de 30 por cento dos indivíduos com esta falha nos genes desenvolvem a doença.
A partir de experiências com ratos de laboratório nos quais foram suprimidos os genes que controlam as mesmas funções da região do cromossoma 22 no homem, os cientistas detectaram nos animais distúrbios de comportamento.
Segundo os cientistas, os genes suprimidos do material genético dos ratos controlam processos bioquímicos do cérebro, por isso a sua ausência origina falhas biológicas que causam doenças mentais.

Fonte: Diário Digital / Lusa.